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Um aliado na Cultura de Empresa: a capacitação de pessoal...

“Mas não há cultura de empresa!”- reflexões sobre o mundo aborrecido dos recursos humanos, ou será "o" principal tema a ter em conta?


Há cultura de empresa sim, mas talvez não a que se quer. São as equipas que a vão formulando e desenhando entre checklists, SOPs e práticas de chefias… o tom do que a empresa pratica. É branding e o rumo certo da história que se quer implementar no hotel que a formação certa vai trazer.



Numa época que tanto se fala de motivação e feliciência no trabalho, analise-se que sumo se consegue espremer de tudo isto? O que se pretende, na prática com este cocktail de “motivação, retenção de talento, branding”?



Quero reduzir a rotatividade de pessoal, mas ainda não percebi que reter pessoas está intimamente ligado com o que lhes ofereço. Não, esqueça… não falamos de ordenados, nem tudo são números. Falamos de honest talk sobre o que se tem para dar e perceber que há valores mais altos que a lealdade cega. A evolução ou não-estagnação pesam mais que essa lealdade que soa a casamento infeliz. Prometamos que vamos evoluir juntos, que vamos sempre ser ouvidos (céus quantas equipas tenho formado que se sente “abandonadas!”), que não vamos parar de aprender, de pensar em soluções juntos e que não seremos apenas peões (de parte a parte): peão soldado e peão almirante- os dois postos são solitários, sem necessidade!



Quando se sente a liderança ameaçada pelo envolvimento das equipas, não se evolui. Quando há terror ao erro e se condena a aprendizagem, não há crescimento. Somos seres de muitas vontades, muitas frentes de gostos pessoais, académicos, familiares. E não é só tratar da falácia do “equilíbrio trabalho-casa” como se mencioná-lo fizesse com que fosse respeitado. É nem ser tema! Prometamos que, mesmo sabendo que não há empregos para a vida, enquanto trabalhamos juntos, é nesta empresa, neste hotel, que mais vamos aprender, que mais vamos crescer e passar o melhor tempo das nossas vidas, deixando um contributo incrível e levando uma bagagem importante também ela incrível. É aquela referência de parte a parte que perdura além do contrato de trabalho.



Eis algumas ideias reais (pouco vistas, infelizmente) de como implementar essa boa cultura de empresa na hotelaria:

  • Incluir as equipas na rentabilidade (comissões, planificação de budgets, gamificaão de incentivos…)

  • Planos de carreira: mobilidade dentro do hotel/do grupo, alternância de funções, formação e aprendizagens em várias fases do(s) cargo(s)

  • Envolvimento no mercado: não basta estar obcecado com as flutuações de tarifas dos concorrentes, importa visitá-los, aprender com eles… chamem-lhe auditorias cliente mistério pelos funcionários ou experimentação em jeito de motivação de equipas, mas experimentem o que vendem

  • Participação na voz da marca: User Generated Content a par das agências de comunicação, palavra nos SOPs, compreensão dos valores da empresa e estruturação concreta e prática dos procedimentos para que os brand books não sejam só coisa de marketeers que de nada servem se não forem postos em prática


Os hotéis não são todos iguais e os desafios de formação na hospitalidade vão além da formação de empresas e dos seus recursos humanos. Para começar, as pessoas na hotelaria são o centro, não são “recursos”… recursos são as camas que ora o ano correu bem e posso ter novos colchões que me ajudam a posicionar, ora empurro mais 2 anos e garanto uma higienização eficaz dos mesmos. Não… pessoas são o branding e toda a história do meu alojamento, quer eu pense que tenho ou não uma cultura de empresa, são as minhas pessoas que as vão representar. É este o tipo de formação que é urgente abraçar: não as formações obrigatórias de 40 horas para entreter colaboradores, mas a que compreendem a fundo os procedimentos e a essência dos hotéis… a que se desdobra para realçar (ou recriar) essa voz, esse hotel branding.



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