Como está a Saúde Mental dos seus Colaboradores?

No sábado passado, dia 10 de outubro, assinalou-se o Dia Internacional da Saúde Mental. Por isso, faz todo o sentido abordar este tema relativamente às nossas organizações e pensar em como ajudar a tornar a sua empresa mentalmente mais saudável! A situação de pandemia está a afetar-nos a todos, colocando à prova a nossa capacidade de adaptação a um ambiente incerto e imprevisível.

Hoje somos desafiados a mostrar que aprendemos a lição e que somos capazes de voltar às nossas vidas, integrando novos hábitos de modo a continuarmos a proteger-nos da ameaça cada vez mais presente do vírus.  De facto, esta crise constituiu-se como um teste à nossa resiliência. Continua a ser um desafio às nossas lideranças, conhecimento e à capacidade de gestão de crises. 

Mais uma vez, deverá caber à gestão de recursos humanos, estar particularmente atenta, quer à pandemia, na sua dimensão de doença respiratória infectocontagiosa, quer ao evoluir do agravamento dos riscos psicossociais nas organizações:

  • stress,

  • burnout,

  • ansiedade,

  • problemas de sono,

  • conflitos,

  • assédio moral,

  • dificuldades de conciliação da vida pessoal e familiar,

  • consumo de álcool/drogas e outras dependências)





Procuramos dar uma resposta imediata aos problemas e desafios que surgem, e procurando prevenir e antecipar dificuldades que já se adivinham ou que diversos indicadores sócio-económicos começam já a anunciar. 

Como reagimos em situações de crise: Quando vivenciamos situações de alto stress ou muito desafiantes, os nossos mecanismos neurobiológicos reagem identificando uma eventual situação de ameaça. O nosso sistema entra em alerta e em modo de sobrevivência, libertando adrenalina e cortisol e aumentando a nossa frequência cardíaca. A nossa autorregulação emocional proporcionada pela ligação à nossa área cognitiva fica comprometida. Neste estado, entramos em piloto automático e em pensamentos repetitivos, o medo bloqueia a perspectiva alargada, quebrando a consciência de nós mesmos e dos outros e potenciando a desconexão. É fácil entender que se alguns eventos causadores de maior stress já nos provocavam pontualmente este “estado de alerta e sobrevivência”, com a situação da pandemia todo este processo é exacerbado comprometendo a nossa capacidade de agir e decidir de forma ponderada, eficaz e inovadora. Um modo de sair deste ciclo automático de sequestro emocional é construindo e cultivando a resiliência.

Cultivar a resiliência através da prática de mindfulness A resiliência é normalmente definida como a capacidade de resistirmos à adversidade e de recuperarmos de eventos difíceis da vida (crises, desapontamentos, fracassos, obstáculos… e também pandemias). Ser resiliente não significa que não se experiencie ansiedade, stress e sofrimento. Significa sim, um tomar de consciência, aproveitando os recursos e competências pessoais – procurando sistemas de suporte sempre que necessário – para superar desafios e solucionar problemas. É uma competência que se treina e que se cultiva num processo em contínuo desenvolvimento. 

Sendo a prática de mindfulness uma das ferramentas base para o desenvolvimento das competências de inteligência emocional, esta tem sido apontada como uma das práticas mais úteis e eficazes para nos tornarmos mais resilientes.

Nas palavras de Kabat-Zinn, pioneiro na utilização desta prática no modelo da medicina oriental nos anos 90, “mindfulness” é “prestar atenção de maneira intencional ao momento presente sem julgamentos”.

Como implementar o “mindfulness” no contexto empresarial? A prática do mindfulness é fácil, mas requer consistência e disciplina. Apostar nestes dois fatores é a chave para que tanto os colaboradores como a própria organização se beneficiem da sua utilidade.

Quer seja através das diferentes técnicas de meditação, guiadas ou autónomas que os colaboradores aprendem da mão de um especialista, quer seja através da atenção plena em tudo aquilo que fazem: ler, escrever, ouvir, falar, comer, descansar … o impacto positivo que se gera é cumulativo e reverte na sua criatividade e produtividade, assim como na redução drástica das doenças crónicas, do absentismo, da insatisfação, do esgotamento e dos conflitos. Quando um colaborador se sente bem, o seu potencial ilimitado é ativado e colocado ao serviço do ecossistema organizacional.

E este é um dos principais propósitos na AB&C Hospitality onde juntamos a sabedoria de uma hospitalidade única, independente, rentável, genuína e autêntica de cada unidade, ao contributo na melhoria contínua do ser humano como chave para uma sociedade económico-social abundante e consciente

Em jeito de conclusão e citando o Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses, “a prevenção dos riscos de saúde mental não pode ser vista como um custo pelas empresas. Não intervir e não prevenir, isso sim, é um custo. Profissionais esgotados, exaustos, com stress, são profissionais que não contribuem para a competitividade das empresas e que não contribuirão para a recuperação económica do país nesta fase crítica.”

by Alexandra Outeiro

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