11 pontos de acção sobre a gestão de equipas de Turismo & Hotelaria em época de trabalho remoto

No dia a dia temos as pessoas por garantidas conseguindo alcançá-las, interagir com elas, obter respostas e compreender o seu estado de espírito por força da sua performance. Já online a realidade é o distanciamento social no contexto do trabalho remoto. E remotamente a comunicação social não permite tomar ninguém por garantido.

Enquanto que o meu dia de trabalho foi mais ou menos igual ao teu, já que estávamos no mesmo local de trabalho e enfrentamos as mesmas pessoas, partilhamos circunstâncias similares, etc, quando de teletrabalho se fala, ah, o meu dia não foi seguramente igual ao teu! Nem todos somos superstars das tecnologias, nem todos adoramos falar em frente a uma câmara e este ritmo de trabalho com interrupção dos filhos e dos afazeres domésticos, molda-nos o dia e o estado de espírito.



fotografia Rita Quintela de Cambeiros Guest House & Montimerso


Quando mudamos o nosso “escritório” para o nível virtual de trabalho, tendemos a perder o tacto social com a nossa equipa e essa relação varia de estrutura para estrutura empresarial, já que muitas vezes o director está ausente ou o chefe de recepção colabora presencialmente pouco com alguns elementos da equipa. Uma gestão eficaz deve basear-se no acompanhamento e apoio presentes, mesmo que correspondam a um novo paradigma de liderança.


Método e Calendarização são chave para assegurar a produtividade e a continuidade confiança da equipa.

Nesta altura, contrariamente ao ambiente social vivido pelas equipas habituadas a conviver e trabalhar juntas, o dia de trabalho não é semelhante já que não enfrentam as mesmas situações, nem trabalham com ao mesmo ritmo, estando a trabalhar a partir de casa: o acesso ao computador pode ser repartido no agregado familiar, a relação com os filhos limita a produtividade, o conforto de reuniões online em frente à câmara é distinto entre cada um, etc. Nesta fase importa a participação consistente do líder no acompanhamento com apoio, sem permitir que inferências e presunções moldem ou contribuam para um julgamento incorrecto do modus operandi de cada colaborador em teletrabalho. Esse deve se sentir respeitado e não controlado, para não se perder a confiança e a participação de todos os colaboradores.

Devem ser criadas oportunidades com espaço para comunicação ao ritmo e estilo de cada um, adoptando medidas como:

  • calendarização de reuniões e acções de trabalho

  • recurso a várias plataformas de trabalho além do Email como a de Organização de Tarefas (Trello/Slack); Google Drive, Ferramenta de Reuniões (Skype, Zoom, Whastapp, Google Meeting), Ferramenta de Chat (Skype, Whatsapp, Messenger,)

  • definição clara de objectivos, centrando o trabalho em resultados e não no monotoring

  • perceber que a quebra de espontaneidade que se tem no trabalho é quebrada gerando distanciamento social

  • encontros online sem ser para trabalhar, permitindo socialização

  • evitar julgar ritmos de trabalho ou fazer presunções (é preguiçoso? é info-excluído? não se importa?) partindo do princípio da boa-fé e empatia, tentando compreender que cada um enfrenta as suas lutas pessoais face a todas estas mudanças

  • envio de questões e tema da reunião antes da mesma para haver tempo para preparação

  • no fim de cada reunião permitir, após fim da teleconferência, notas e comentários antes do responsável pelo “debriefing” o fazer

  • realização de formação e preparação dos colaboradores para lidar com novas ferramentas de trabalho e adaptação a novas estratégias

  • designação de tarefas com assignment de quem, o quê, quando, onde (em que ferramenta online), com que regularidade

  • coesão, consistência são essenciais para o colaborador se identificar com a equipa e consequentemente confiar piscológica e emocionalmente, para um trabalho deliberado e motivado


Em altura de encerramento forçado, a hotelaria, isenta de facturação, adoptou medidas drásticas. Para algumas empresas de turismo o passo óbvio foi a redução de pessoal, desconsiderando a preparação necessária para o período pós crise, que será exigente e vai requerer um arranque organizado e imaculado. É por isso que, nesta altura, a TH2 disponibiliza o serviço de Hotel Strategy Rethinking" com o desenho de estratégias para esta altura e idealização de cenários e requisitos para o pós-arranque, bem como as necessidades de pessoal, articulado com os objectivos do negócio. O "Coaching de Equipas Hoteleiras" são um recurso precioso para garantir a produtividade do pessoal em teletrabalho e orientação ao rebirth da indústria.


Estamos juntos, passemos à acção já que feito é melhor que perfeito!

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